segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Conhecendo a terra natal de Guglielmo Stacciarini










San Leo é uma mistura de beleza e suspense.
Aqui nasceu e se casou nosso Nono Guglielmo! E onde foram registrados os seus sete primeiros filhos - Angelo, Rita, Giuseppe, Eliseo, Florida, Maria Gertrudes e Cirillo (nascidos em Colina, na região campesinata de San Leo).

Também passou aqui, Dante Alighieri, que em relatos, se inspirou en San Leo e no seu penhasco, para escrever um dos livros da Divina Comédia - "O Purgatório" - considerado dos três (Inferno e Paraíso) o mais lírico e humano.
Outro ilustre visitante da cidade foi Francisco de Assis.

Assim, por aí vai a nossa existência, abençoada por nossos ancentrais.
"Gracie Nono!!!!!!!!"

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Os filhos dos filhos de Giovanna e Guglielmo




Giovanna e Guglielmo embarcaram no Porto de Gênova para o Brasil, com seus sete filhos - por ordem de idade - nascidos na Itália (San Leo):

Angelo Stacciarini
Rita Stacciarini
Giuseppe Stacciarini (José)
Eliseo Stacciarini
Maria Gertrudes Stacciarini (Tuda)
Florida Stacciarini
Cirillo Stacciarini

Outros filhos nasceram no Brasil - em Minas Gerais:

Dário Stacciarini
Lucia Stacciarini
Nino Stacciarini (o nome legítimo ainda em pesquisa)
João Stacciarini

Todos os Stacciarinis nacidos no Brasil são da descendência dos filhos de Guglielmo e Giovanna.
Sabe-se que, após a vinda para o Brasil, o único contato (que) foi feito por parentes que tenham ficado na Itália - se deu por um irmão de Guglielmo - em um cartão enviado de lá, e hoje (esse cartão) de posse dos filhos de João Stacciarini - o filho mais novo do casal (nascido em Jubaí-MG).

A História de Giovanna e Guglielmo não teve fim.
Pelo contrário, se inicia no dia de hoje e de amanhã..... em nossos corações italianos: ardentes, teimosos, gritalhões, elegantes, criativos, gulosos, intensos e possivelmente extremamentes sinceros, exagerados, com gostos excêntricos, às vezes emotivos de causar enxurradas, mas sempre que possível, sempre a dar boas gargalhadas: risadas, sarcasmo e bom humor - oscilando entre um e outro!
Os italianos são tudo isso e muito mais.

Nós, Stacciarinis, mesmo brasileiros, em muitos momentos temos os sentimentos de nossa nona e nono. Não podemos esquecer que não somos somente brasileiros, em algum lugar a alma italiana se traduz, se ilumina no nosso espelho interior (e exterior).

Não seria possível ser feliz sem ter tido, mesmo em momentos tão difíceis, a coragem de juntos fazermos essa travessia à terra de Montefeltro (e de lá para o Brasil) - de um lugar tão especial que é a Toscana para outro ponto do globo - Jubaí, o Jaracatiá e o Bairro das Alagoas em Minas Gerais - Conceição das Alagoas.
Não há frase melhor para traduzir esse momento - de uma das comunidades virtuais e, aqui plagiando: "Siamo tutti Stacciarini" - Sì siamo!!!!!!
E, o entrelaçamento que a família Stacciarini conquistou com tantas outras famílias aqui no Brasil.

O Casarão Stacciarini continua em San Leo iluminando a Toscana, esperando a visita de cada um de nós.
E ver com os próprios olhos os campos de girassóis, as colheitas de azeitonas, o fermentar das uvas... e os cheiros e paisagens que tanto acompanharam Giovanna por toda sua vida.
E também Guglilemo, e seus filhos.


Para Giovanna:

"O amor é um farol permanente que contempla as tormentas sem jamais estremecer,
É a estrela fixa nos barcos sem rumo....
É o astro cuja altura medimos, mas cuja essência é um mistério."


A Guglilemo:

Todos os caminhos levam ao mesmo lugar:
O nosso ocaso.
Ter coragem é a sabedoria mais digna à bravura de um homem
Ter esperança é ensinar que qualquer escolha é respeitável
Mesmo aquelas que não podemos decidir
E que, o verdadeiro amor é libertário, completamente livre:
"É o amor o contrário da morte, não a vida. Não qualquer vida."


Notas:

A reconstituição pelos caminhos vividos por Guglilemo e Giovanna foi feita no ano de 2006, traduzindo uma vontade remota, de entender como são e vivem os italianos, conhecendo assim, também a nós mesmos.

Sabe-se que bem antes disso, uma filha de Angelo Stacciarini também esteve na Itália de San Leo e chegou a conhecer parentes lá, ainda vivos. E mais recente ainda, parece-nos registro de mais um Stacciarini em busca dessa compreensão histórica, indo a San Leo.

Outro objetivo era mesmo reconstituir e buscar fotografias que pudessem caracterizar a imagem genética dos Stacciarinis.
Isto pois, a (s) foto da(dessa) postagem - reconstituída a partir de inúmeros cliques de uma doação original, mostra um dos filhos de Giovanna e Guglielmo. São (na foto): Dário Stacciarini, sua mulher e duas filhas (Adélia e Maria) - primeira foto em tamanho original. A criança de pé com flores - Maria - tornou-se freira. A menina de colo chamada Santa casou-se e teve filhos. Reconstituiu-se no máximo alcance a um 'zoom' de forma a não perder informações - podendo traduzir melhor um dos filhos do casal, nascido em Jubaí - Minas Gerais (segunda foto), alcançando melhor a imagem de Dário - um italiano característico.

As informações sobre a única citação sobre um dos irmãos de Guglielmo (e o cartão recebido da Itália - único contato familiar em registro real até agora obtido, desde a partida do casal deixando a Itália) foram apreendidos em uma rica entrevista dada por Dona Zaida Brinck, no ano de 1987 - a um dos bisnetos de José Stacciarini.

Agradecimentos: (até aqui)

'A Alessandra Stacciarini e sua família, pelas imagens da entrevista de Zaida Brinck
(1987) e pela árvore genealógica;
- Neste natal (2009) o vídeo foi entregue a Conceição Stacciarini, filha de Zaida Brinck e João Stacciarini.

'Especialmente, a Sandra Catarina Stacciarini Pantaleão (e sua neta Giovanna), que desde a primeira postagem retribuiram com emoção a essa tentativa de 'romance' histórico.

A Antônio Stacciarini - incentivador para um livro.

Aos avós, tios, tias, primas e primos e, tantos amigos.


Comentários:

A foto do Tio Dário Stacciarini, foi feita na Fazenda Santo Inácio - Jaracatiá - e presenteada por um dos seus sobrinhos (afilhado de Santa Stacciarini - a criança de colo). Não se sabe ao certo o ano de sua tiragem.

Nas quase trezentas fotos clicadas para se chegar a esta foto, houve um momento em que parecia que o Tio Dário e a família estavam mesmo ali posando para o clique, vivos de alguma forma - olhando melhor estas selecionadas para a postagem, ainda remete a essa sensação!
Os italianos têm um estilo peculiar!

Sobre as fotos de Giovanna e Guglielmo, ainda estamos em pesquisa e esperamos consegui-las - não será uma tarefa fácil.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O caminho pela Toscana



Nos dias seguintes Guglielmo não deixou de pensar em que caminho iria percorrer com sua família, se precisasse deixar San Leonardo. Entendia mais que qualquer pessoa a resistência de Giovanna. Também era sua. Não deixaria sua casa, sua história, a não ser em último momento, sobretudo para dar mais garantias a sua família. Possa ser que em seu inconsciente quisesse conhecer outras terras. De toda forma, poderia fazer a travessia para a América, passar alguns anos e voltar. Assim, não deixou de ser cúmplice do seu braço de confiança, além de Giovanna. Procurou Nicodemos e com ele conversaram sobre a situação política e instável da Itália. Seu irmão lhe aconselhou a resistirem juntos e não deixar a pátria de Montefeltro. Discutiram por horas e muitos dias depois - as possibilidades. Guglielmo, depois da chegada do mensageiro, dizia a Nicodemos que eram muitas as oportunidades do outro lado do oceano, como a existência de grandes extensões de terras, e a falta de mão de obra para 'lavorar' em plantações de café, uma vez que detinham esse conhecimento de longa data, pelas gerações dos Stacciarinis. Mesmo assim contrariavam-se, ao sentido de que não deviam se separar do Casarão e toda a história de suas famílias, qualquer que fosse a situação e oportunidades. Todavia,em seu âmago, Guglielmo percebia que atravessar a Toscana e, alcançar o Porto de Gênova,
pudesse se tornar uma realidade. Não tinha como explicar esse sentimento.

Pensou então:
Partindo de San Leo, iria se preciso fosse, pelos caminhos mais alternativos até Pontassieve - lá chegando poderiam descansar uma noite ou tarde, ou mesmo algumas horas, já que se preocupava especialmente com Cirilo que tinha apenas um ano de idade. Depois não iria pelos caminhos convencionais, já que o estado de agitação na Itália era preocupante. Assim, conhecedor que era de matemática e geografia, analisou e viu como alternativa alcançar Firenze e o Rio Arno. Isso mesmo! Iria seguir pelo Rio Arno, margeando suas curvas até Pisa. Por isso era tão importante que descansassem em Pontassieve. Com os pés em Pisa, estaria mais tranquilo, isto pois, sabia que o caminho, então, até Gênova seria mais tumultuado e de certa forma, com o marchar de outros grupos de imigrantes estariam mais seguros. Preferia não pensar nesse termo - "Imigrantes".

Continuava a pensar:
- Giovanna aveva ragione ... essere un immigrato dalla nostra stessa storia, era tradire se stesso e la sua famiglia. Ma che cosa potrebbe fare ti rendi conto che la sua famiglia era in pericolo..... E 'stato richiesto anche pensare che in America potrebbe dare molto ai tuoi figli e nipoti. Poi, dopo, ritornare l'Itália. Questo Giovanna bisogno di capire.

Finalizava sua viagem imaginária pela Toscana, indo de Pisa - onde passariam um dia no máximo, se fosse preciso dois, então seguiriam para Gênova. Agora era preciso saber quais as datas de expedições pelos navios subsidiados pelo Governo italiano ou brasileiro para a América. Já era sabido que a maioria desses navios atracariam em San Paolo. De toda forma, ia dispor de alguns bens e reservar uma quantia em dinheiro, além de alguns objetos de valor para caso alguma permuta durante a passagem pela Toscana. Hoje ainda iria conversar seriamente com Giovanna.

Algumas semanas depois estavam a avistar a imagem da postagem.
Era Pontassieve. Giovanna ainda supunha que alguma coisa pudesse acontecer no decorrer da Toscana. Lembrou-se de Santa Lucia e a ela se apegou:
- Deus que seja o melhor para minha família e meu esposo amado. Mas, se puder, não nos deixe partir para o Brasile. Assim avistando melhor Pontassieve.

Notas:
Pontassieve leva o seu nome a partir da ponte que permitiu a conexão entre Firenze e a Valdisieve, entre Arezzo e Valdarno. Seu valor estratégico, convenceu a República Florentina a construir uma imponente fortaleza, o Castello di San Michele Arcangelo, que no final do XIV tornou-se o centro administrativo da região.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Cruzando a Toscana





Naquele por do sol, o Casarão Stacciarini, ficou silencioso e movimentado. As notícias que vinham da capital à sequência de tantos fatos históricos desde a queda de Roma, não eram das melhores. Giovanna pediu a ama que viagiasse os filhos e postou-se ao lado de Gugliemo - o tempo todo. O marido dizia que o deixasse, que precisava pensar melhor e conversar com os amigos e, enviou um mensageiro até Firenze para trazer notícias mais concretas.

Foi nesse por de sol - que se ouviu o tropel do cavalo: o mensageiro chegava.
A poeira esvoaçava na paisagem de Colina e as janelas do Casarão estavam fechadas.

Guglielmo adiantou-se na estrada de Colina e Giovanna corria em sua direção, silenciosa mas a dar tutela ao seu amado, não o deixaria só em nenhum instante sequer. Não queria saber, Giovanna era assim, metia-se nos assuntos dos homens quando o assunto era seu esposo amado. E, por ele foi capaz de tudo.

O mensageiro conversou, de forma séria e preocupada com Guglielmo.
Não menos séria era a expressão que se formava no semblante de Giovanna.
Entendia claramente que o Governo Italiano estava incentivando a imigração italiana, subsidiando passagens e a travessia para a América.

- Non, non'è verità!
Giovanna esquivava seus pensamentos para todas as direções, menos para esta. A imigração não estava nos seus planos.

Sendo acolhido o mensageiro, para providencial descanso da viagem, Guglielmo sentou-se no campo de girassóis no lado oeste do Casarão e ficou pensativo vendo a noite chegar.
Giovanna se aproximou dele, angustiada que estava.
Abraçou-o e ficou junto dele vendo a noite cair.

Em poucos dias iam iniciar a viagem pela Toscana, rumo ao porto de Gênova.
Melhor dizendo, rumo ao Brasile.
Nesse momento, Giovanna ainda pensava que seria capaz de não deixar que isso acontecesse.

Foi uma noite bela e ali ficaram por toda ela:
vendo as estrelas e sentido a brisa dos girassóis
Amando-se como nunca mais teriam a oportunidade de fazer em terras italianas, nos campos de Colina.

Giovanna adormeceu nos braços de Guglielmo.....
Isso não se sabe,
possa sim ter sido o contrário.
E assim ia ser até que a última estrela cadente pudesse descer do céu.
Em qualquer lugar em qualquer tempo em qualquer terra.

domingo, 16 de agosto de 2009

No porto de Gênova






O infinito era avistado no Porto de Gênova. O infinito de uma nova direção ou do que todas as direções podem possibilitar para quem imigra por necessidade e crença na ausência de oportunidades não oferecidas pelo seu país. A cruel partida de quem se vê diante das forças impostas pelas circunstâncias políticas e da guerra.

Era assim a visão do mar em Gênova. Apenas entreolhavam-se às vezes, num profundo silêncio. Velados os sentimentos de Giovanna e Guglielmo naqueles instantes que precediam o embarque ao Brasile.

Vagavam no seu profundo amor à pátria italiana, no amor de suas vidas e aos seus filhos, ainda pequenos italianinhos. Já, assim, impostos às mudanças do lado cruel da existência.
Sabiam da cumplicidade que sentiam ali, diante dos navios atracados, mas logo deveriam cumprir a decisão que haviam tomado.
Meu Deus! A decisão mais parecia uma sentença... era mesmo necessário cumprí-la?

Giovanna engolia silenciosa, o gosto jamais explicado daquele momento.
Guglielmo honrava da melhor maneira o papel a ser cumprido por um homem quando o destino foge ao seu controle, fortalecendo-se nas atitudes que deveriam ser tomadas. Só o mais bravo lutador sabia do peso de suas responsabilidades até ali.

As sete crianças ainda atônitas e temerosas eram sábias no profundo silêncio que também faziam.

A brisa do mar mediterrâneo musicava algum conforto querendo sonorar aos nossos bravos ancestrais que não havia do que se lamentar, nem deveriam, pois de alguma forma o caminho, mesmo imposto, era o caminho correto. Uma brisa suave e embebida no cheiro das correntes do mar, entregavam ao patriarca Guglielmo as forças de Netuno para conduzir sua família da melhor maneira possível até a terra Brasile.
Ele sabia que a viagem até a América não seria fácil. Tudo poderia acontecer. Falava-se em doenças nos navios, nas condições limitadas de provimentos, em lendas ou verdades, mas assustadoras. Sabia, Guglielmo, que não poderia oferecer medo a sua família, essa era a condição imposta a si mesmo.
Os filhos sempre estariam protegidos.
Por isso estavam ali no Porto de Gênova naquele instante.
Como o mais bravo guerreiro continha-se no amor pela sua bela Giovanna.

Ela não desviava o olhar fixo do infinito marítimo.
Não podia dizer nada, não conseguia sequer pensar. Se isso fizesse sabia correr o risco de passar a liderar a família de volta a San Leonardo e isso poderia não ser o melhor.

Esse mesmo infinito do Porto de Gênova, os fez silenciosos.

Até que ouviram um soar de sirene no porto....... Giovanna não queria se permitir às lágrimas... as crianças mais velhas adiantaram-se no ficar de pé. Os meninos seguiam a maestria do pai e queriam ajudar a mãe.
Angelo se adiantou e tomou Cirillo nos braços. Giuseppe puxou a mão de Eliseo. Rita reuniu as meninas, dando as mãos a Maria Gertrudes e a Florida.
Adiantaram-se na frente, como sabedores da velada e profunda insegurança da mãe e da difícil decisão do pai.
Tudo em profuso silêncio.
Guglielmo ficou mais atrás com Giovanna ainda sentada.

Ela quis sentir por mais um instante o cheiro da sua terra Itália!
Admirou a iniciativa dos seus filhos adiantando-se ao tiritar da sirene.
Dio Mio! - pensava se tinha mesmo que entrar naquele navio e curvar-se aos desígnios da natureza. Por que não podia se rebelar como era de sua alma italiana.
Guglielmo não sabia o que dizer e como interrompê-la de sua contemplação para a partida para o novo continente, esquivando-se também de suas próprias e comuns lembranças..... sua casa, seus familiares, suas histórias.
Guglielmo perdeu-se na absorção de tudo que haviam vivido até ali..... seus amigos, seus negócios, recordando-se de sua infância e de seus pais ensinando-o a trabalhar na terra. Estava longe....

De repente, Giovanna vendo a profunda absorção do marido e seus filhos organizadamente caminhando na direção do navio... postou-se de pé, ajeitou o longo vestido, atou o cabelo com uma faixa, e caminhou dando o braço a Guglielmo.

Ele respirou fundo.... por um instante havia se esquecido de onde estava...enxugou suas lágrimas..... agradecendo pela coragem de Giovanna.... ao risco de perderem o embarque....ergueu o corpo, apoiando o conforto do braço de sua amada, colocou seu chapéu e caminharam..... como se estivessem indo para uma valsa.

De costas, via-se o nobre casal de braços dados caminhando na direção dos sete filhos. E, ao fundo deles, a visão do navio, o Edilio Raggio e centenas de outros imigrantes já embarcando.

O infinito do Porto de Gênova perpetuou-se no olhar dessa família... até os dias de hoje.

Nota:

As fotos da postagem mostram o Porto a três anos atrás e foram registradas por um bisneto de Guglielmo e Giovanna.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Qual é o correto: Stacearini, Staciarini ou Stacciarini?


Nos documentos que vem desde os ascendentes - Guglielmo e Giovanna, vê-se variações do sobrenome 'Staciarini'.

As pesquisas iniciadas a mais de dez anos, relatam que todos os Stacciarinis do Brasil, vêm deste casal, que ora buscamos traduzir a saga.
Não houve registro de nenhum outro Stacciarini no Brasil, nem casado, nem solteiro (a).
As buscas foram realizadas no Museu do Imigrante em São Paulo, consulados e patronatos.

Na chegada do casal ao Brasil, era difícil a comunicação junto aos brasileiros.
O museu do imigrante expede o documento com o nome "Stacearine".
Mesmo o nome de um dos filhos do casal Eliseo - vê-se como TEVISEU. O que significa a dificuldade dos funcionários da Casa do Imigrante na transcrição correta de nomes e até mesmo datas.

Contudo, no registro para os netos dos filhos do casal Guglielmo e Giovanna, como mostra a certidão de casamento dos mesmos, a grafia correta é STACCIARINI.

Aos interessados, as correções só são feitas por meio jurídico. Teoricamente nada muda, a não ser que esteja interessado na cidadania italiana.
Ou quem sabe, no máximo, a numerologia pelo nome.

n o t a s :

a pronúncia correta em italiano do cognome Stacciarini é "Statiarini".
em italiano dois 'ces' se pronuncia 't' como em fiorucci, gucci, santucci, vanucci, petrucci, e outros mais. Isso para casos de duplo 'c' seguido de 'i' ou 'e'. Em outros casos duplo 'c' pode significar a pronúncia 'k': "Ghiaccio" (gelo), pronunciado "ghee yat cho" "guiako"; ou "vecchio" que significa velho e pronuncia vekio.

Em italiano, todas as consoantes exceto h podem ser duplicadas. Duplo consoantes (i consonanti doppie) são muito mais pronunciados do que vigorosamente único consoantes. Com dupla f, l, m, n, r, s, e v, o som é prolongado, com a dupla, b, c, d, g, p, e t, a parada é mais forte do que para a única consoante. Duplo z é pronunciada quase o mesmo como um único z. Duplo s é sempre mudo.

O italiano é um idioma 'musicado'.

Ma in Italia si parla molto: che ogni traduttore è sempre un traditore!Significa: Que na Itália se diz muito que um tradutor é sempre um traidor! Uma expressão recorrente!

É preciso compreender que a tradução sempre leva a perdas significativas à compreensão no contexto cultural e de real expressão. Indo para a Itália lembre-se disso, e mergulhe num mundo novo, numa nova forma de comunicação.
È molto bello.. parlare e ascoltare l'italiano...

= Até 1890 o casal da nossa história teve quatro filhos:
Angelo Stacciarini
Rita Stacciarini
José Stacciarini
Eliseo Stacciarini

= A partida/vinda para o Brasil foi no ano de 1896.

= O sobrenome de Giovanna se diz "Stakini", de Stacchini.